Aumento da renda em 2026: o que ainda se pode aplicar este ano
O simulador está em 2026: indique a renda e o ano do último aumento para ver o coeficiente ou os coeficientes que se aplicam.
O coeficiente de atualização das rendas para 2026 é 1,0224, publicado no Aviso n.º 23174/2025/2 no Diário da República de 19 de setembro de 2025: um aumento máximo de 2,24% sobre a renda em vigor, com arredondamento ao cêntimo superior. Uma renda de 650 € passa a 664,56 €. Em outubro de 2026, a maior parte dos aumentos deste ano já foi feita, mas não todos: um contrato que faz anos em novembro ou dezembro ainda se atualiza com o coeficiente de 2026, desde que a carta chegue ao inquilino com pelo menos 30 dias de antecedência. Quem não aumentou a renda em 2024 nem em 2025 pode juntar, ainda este ano, os coeficientes desses anos ao de 2026, até três coeficientes no total: 650 € passam então a 726,04 €. A partir de janeiro de 2027 o coeficiente aplicável passa a ser o de 2027, já publicado. A regra vem dos artigos 24.º e 25.º do NRAU.
Nova renda em 2026
664,56 €
+14,56 € por mês · +2,24%
| Coeficiente 2026 · Aviso n.º 23174/2025/2 | 1,0224 |
| Aumento por ano | 174,72 € |
| Nova renda | 664,56 € |
Pressupostos do cálculo
Coeficientes do INE publicados no Diário da República (o de 2026 em 19 de setembro de 2025). A renda arredonda-se ao cêntimo superior. O senhorio comunica o aumento por escrito com 30 dias de antecedência. Método e fontes
Carta ao inquilino (gerada no seu navegador, nada é enviado)
Exmo(a). Senhor(a) [nome do inquilino], Nos termos dos artigos 24.º e 25.º da Lei n.º 6/2006 (NRAU), comunico que a renda mensal do locado sito em [morada] passa de 650,00 € para 664,56 €, a partir de [data, pelo menos 30 dias após a receção desta carta], por aplicação do coeficiente 1,0224 (2026, Aviso n.º 23174/2025/2), publicado no Diário da República. Com os melhores cumprimentos, [nome do senhorio] [local e data]
Revisto por Radif Partners · Política editorial · Método e fontes
Recuperar coeficientes num aumento de 2026
| Último aumento | Coeficientes aplicados | Renda de 800 € passa a | Aumento por mês |
|---|---|---|---|
| 2025 (ou contrato iniciado em 2025) | 1,0224 (2026) | 817,92 € | 17,92 € |
| 2024 | 1,0216 (2025) × 1,0224 (2026) | 835,59 € | 35,59 € |
| 2023 ou antes | 1,0694 (2024) × 1,0216 (2025) × 1,0224 (2026) | 893,58 € | 93,58 € |
A linha de baixo mostra o efeito do limite: quem não aumenta desde 2022 ou 2023 junta em 2026 os coeficientes de 2024, 2025 e 2026, e nada antes disso. O de 2024 (1,0694) é o que mais pesa, e só se pode recuperar até ao fim de 2026: num aumento em 2027 já fica de fora.
Novembro e dezembro: o calendário apertado
Para um aumento com efeito a 1 de dezembro de 2026, a carta tem de chegar ao inquilino até 1 de novembro. Para um aumento a 31 de dezembro, até 1 de dezembro. Depois disso, a nova renda passa a 2027 e o cálculo muda de coeficiente. Convém por isso enviar a carta por um meio que prove a data de receção.
2026 em comparação
O coeficiente de 2026 (1,0224) ficou perto do de 2025 (1,0216) e abaixo do de 2027 (1,0256). Os aumentos com efeito a partir de janeiro de 2027 são tratados em aumento das rendas em 2027. Esta página descreve o regime legal; em caso de litígio, convém ouvir um advogado ou uma associação de inquilinos ou de proprietários.